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JP-IK dá formação em tecnologias a professores em El Salvador

06-02-2016

O objectivo do projecto é melhorar a educação do país, tendo como meta que cada criança salvadorenha tenha acesso a um computador na sua escola e que os professores tenham formação para ensinar a utilização das tecnologias de informação. "El Salvador está muito atento ao paradigma da educação e pediu ajuda, dado o papel da JP-IK no seu passado", afirmou o administrador, adiantando que a empresa implementou "a linha de produção de 'assemblagem' [unidade de montagem] de equipamentos informáticos" no país.

 

Paralelamente, a tecnológica portuguesa está a dar formação a professores salvadorenhos, tendo já 6000 formados, disse. "O contrato específico da linha de 'assemblagem' é de 770 mil dólares [cerca de 710 mil euros, à taxa de câmbio actual)" e tem "um plano de fornecimento de computadores a três anos", acrescentou Jorge Sá Couto, adiantando que a presença da JP-IK naquele país é mais alargada do que este projecto, já que a tecnológica também é responsável pela formação de docentes.

 

Esta linha de produção em El Salvador foi recentemente inaugurada. "A fábrica está dimensionada para 1000 computadores por mês, acrescentou. Ainda durante este ano, a JP-IK vai passar para um novo patamar de formação aos docentes, depois de ter ensinado a usar a tecnologia. "Agora os professores vão ter de aprender a dar aulas com tecnologia", explicou. Até final deste ano, a empresa conta que sejam produzidos e entregues 32.000 equipamentos informáticos a estudantes e professores.

 

Actualmente, 63% da facturação da antiga JP Sá Couto vem dos mercados internacionais. A América Latina é uma das apostas da tecnológica, estando presente em países como a Argentina, a Venezuela, México ou Uruguai, por exemplo, bem como África, com mercados como a África do Sul ou Angola, entre outros. "Na Venezuela estamos presentes com prestação de serviços, no México tivemos um dos maiores projectos do ano passado e que deverá ter continuidade este ano", exemplificou o administrador e co-fundador da empresa.

 

Por exemplo, no Uruguai a JP-IK desenvolveu um projecto para séniores e na Colômbia e Peru está a desenvolver um projecto-piloto. Embora a JP-IK ainda não tenha fechado as contas relativamente a 2015, as expectativas são positivas. "Esperamos um bom ano" relativamente a 2015, nomeadamente com um resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) "mais elevado do que em 2014", disse.

 

Há dois anos, a tecnológica registou um EBITDA de 19,9 milhões de euros e um volume de negócios de 331,4 milhões de euros. Para este ano, Jorge Sá Couto estimou que "a facturação deve crescer", esperando que a tecnológica seja "mais rentável, continuando como uma empresa de referência em termos internacionais".

 

Jorge Sá Couto, em conjunto com o irmão João Paulo Sá Couto, criaram em 1989 a JP Sá Couto, sendo que início se dedicava à assistência técnica informática. Em 2008, a empresa tornou-se conhecida pelo programa e-escolinhas (computadores Magalhães), um projeto que foi emblemático no governo de Sócrates, e em 2012 alterou o nome para JP - inspiring knowledge. Actualmente, tem negócios em mais de 80 países.

 

via LUSA - Agência de Notícias de Portugal

 

Entrevista JP-IK | Agência LUSA