Como a inteligência artificial e a cloud facilitaram a resposta do SNS24 à pandemia?

Como a inteligência artificial e a cloud facilitaram a resposta do SNS24 à pandemia? Altitude

Nos últimos meses muitas foram as notícias que foram surgindo para dar contas das limitações na resposta da linha telefónica que fazia uma primeira triagem e encaminhamento dos potenciais casos de Covid-19 em Portugal. Foram também, neste período, feitos vários anúncios da tutela sobre o reforço de capacidade da linha e outras melhorias à capacidade de resposta.

Agora a Altitude Software, multinacional portuguesa que – em parceria com a Altice Empresas – fornece a solução tecnológica de suporte à linha, veio revelar e detalhar que mudanças foram feitas e que tecnologias acabaram por ter um papel relevante no reforço de uma linha que chega a registar 40 mil contactos diários.

O plano de suporte à pandemia foi ativado em março e passou pela operacionalização de 2.200 novas linhas de atendimento e pela integração de novas ferramentas, onde se incluíram 1.900 sistemas de atendimento automático (Interactive Voice Response) e Voice Bots, para automatizar uma primeira linha de resposta e fazer a triagem de casos Covid e não Covid. Com os novos sistemas, que tiram partido de tecnologias como a inteligência artificial, foi possível «realocar tempo útil dos profissionais de saúde a fases seguintes do processo de atendimento», sublinha a Altitude.

Com o avanço da pandemia, foram integradas no processo de triagem e atendimento novas ferramentas, como uma aplicação móvel para agilizar consultas remotas, agendadas pelos profissionais de saúde, ou introduzido um canal de vídeo, capaz de responder às necessidades da comunidade surda muda.

Como explica a Altitude, sempre que uma videochamada é solicitada através do site do SNS24 é agora automaticamente estabelecido o acesso a um tradutor de linguagem gestual, para intermediar a comunicação.

No decurso dos últimos meses, os profissionais de saúde que atendem através da linha viram ainda aberta a possibilidade de dar resposta aos contactos dos utentes a partir de qualquer lugar, via telemóvel e com a segurança de uma ligação VPN. A solução tecnológica de suporte ao call center está alojada na cloud, o que facilitou a transição do serviço para um regime remoto, numa altura em que as obrigações de confinamento restringiam a mobilidade, explica a Altitude.

O suporte tecnológico dos centros de contacto de Ministério da Saúde é assegurado pela solução Xperience Engagement da Altitude desde 2018. Para responder à pandemia foi necessário reforçar capacidade e introduzir novas funcionalidades que, segundo a empresa, foram planeadas e executadas em três dias.

Publicado, inicialmente, em Ntech.News.

TikTok, o verdadeiro caso de sucesso durante uma pandemia

TikTok, o verdadeiro caso de sucesso durante uma pandemia

TikTok  é uma rede social que apareceu, pela primeira vez, em setembro de 2016, sendo que, na altura, era anda muito desconhecida, uma vez que estava apenas disponível para o mercado asiático. Quatro anos depois, nunca se imaginou que o impacto que teria na sociedade seria tão grande.

Em 2019, o TikTok foi a app com mais downloads no Mundo, impulsionado, sobretudo, pelo isolamento social a que todos nos vimos obrigados, perante a pandemia da Covid-19. Atualmente, esta plataforma encontra-se em 9º lugar, sendo a rede social mais popular, segundo a Oberlo. Com já 800 milhões de utilizadores ativos, neste momento, o TikTok é muito mais que uma rede social que permite a criação de vídeos curtos, com recurso a filtros, música ou efeitos, reproduzidos de forma automática, é, de facto, um negócio em rápido crescimento. Neste sentido, o TikTok teve o seu maior “boom”. De acordo com um estudo da Comscore, mencionado pela eMarketeer, a aplicação ganhou quase 20 milhões de visitantes únicos mensais, o que representa um aumento de 48.3%, entre Janeiro e Março. Num espaço de meses, o TikTok tornou-se um, verdadeiro, caso de sucesso e, o mais incrível, durante uma pandemia. 

De facto, o mundo mudou e com ele os hábitos das populações também se transformaram. Em Março assistíamos a algo nunca antes vivido: o isolamento social a nível mundial, o que obrigou e incentivou a que as pessoas procurassem novas formas de comunicar e de interagir com o outro, mesmo à distância.  E, foi isso mesmo que o TikTok representou para todos aqueles que aderiram à nova moda. No entanto, esta aplicação é muito mais do que uma plataforma para jovens. E, prova disso, é que em Março, mais de 70% dos utilizadores tinham idades entre os 18 e 24, mas em Abril, esta predominância foi reduzida em 5.8% pela entrada de utilizadores de todas as faixas etárias, de acordo com a MediaKix.

Apesar do mercado do TikTok, em Portugal, ser ainda modesto, comparativamente ao internacional, contando com aproximadamente 2 milhões de utilizadores, existe ainda muito espaço para crescer. A sua imagem de marca são os desafios e danças coreografadas para reprodução instantânea que rapidamente se tornam virais. Com mais tempo à disposição dos portugueses, os desafios são adotados rapidamente e as versões multiplicam-se, muitas vezes com a presença de toda a família. Perante este contexto, tal como aconteceu com o Facebook ou o Instagram, as marcas também já começaram a migrar para esta nova plataforma, uma vez que perceberam que, por um lado, era onde estava o seu público-alvo, sobretudo, a Geração Z, e, por outro, porque esta é ainda uma plataforma recente, no qual podem apostar no desenvolvimento de conteúdos inovadores e totalmente diferentes das outras redes sociais. .

No entanto, desenvolver conteúdo para o TikTok não é o mesmo que para as outras redes sociais e, embora as marcas continuem a apostar em influenciadores de forma a promoverem o seu produto, estão também elas próprias a criar as suas contas e os seus conteúdos.  E vários são já os exemplos: o Chipotle, uma cadeia de fast food americana, começou a apostar na criação de vídeos curtos, nesta aplicação, para promover os seus menus e, atualmente, conta com 700 mil seguidores. A National Basketball Association (NBA), conta com 11 milhões de seguidores na sua página, no qual utiliza o TikTok para demonstrar uma perspetiva totalmente diferente da do seu Instagram, por exemplo. O objetivo é simples, ao utilizar vídeos informais e musicais, afastam-se do seu tom formal, humanizam os seus atletas e, consequentemente, aproximam-se dos seguidores. O Jornal americano The Washington Post, por sua vez, foi uma das primeiras marcas a entrar no TikTok, apesar de ser um jornal formal e tradicional, o seu perfil no TikTok pretende ser o oposto – informal e com humor de forma a mostrar os bastidores da redação. O tom mais leve e informal encaixa-se, totalmente com a plataforma e com o perfil mais jovem do público, que pretendem agora também atingir.

Em Portugal, a primeira marca a utilizar o TikTok para comunicar, foi a Disney, em 2019. Ao perceber que as gerações mais jovens – a Z, já não estavam tão presentes nas outras redes sociais, como o Facebook ou Instagram, tiveram de incorporar novas formas de chegar até eles. Desta forma, a gigante norte-americana utilizou o TikTok para promover o filme “Aladdin” dirigido ao público mais jovem, 14 aos 18 anos.

Mas, quais são os motivos que fazem esta rede social ser, realmente, tão benéfica para uma marca? A resposta é simples e prende-se com o estilo da mesma: criatividade e espontaneidade. Ao contrário do que muitos pensam, o TikTok não é uma rede só para crianças, aliás até pelo contrario, a tendência é para a entrada de utilizadores mais adultos.

Contudo, é importante ressalvar alguns pontos. O sucesso da marca, no TikTok, está diretamente relacionado com a criatividade de cada um. Simplesmente copiar o que já foi feito pode não ter resultados positivos. Sempre que se criar um vídeo é importante olhar para ele, de forma critica, e pensar se é genuíno. Olhar para quem está nele e perceber a sua linguagem corporal, pois o desconforto é facilmente notado. Por fim, e talvez, o ponto mais importante: é essencial adequar o tom da comunicação à organização que representa. O caso referido da NBA funciona, porque está associado a um desporto. Se uma empresa tida como referência formal e credível começar a fazer vídeos informais com alguém a dançar, que não tem nada a ver com o seu core, pode não ter os melhores resultados e fugir completamente aos objetivos estabelecidos.

O TikTok foi, sem dúvida, muito impulsionado pela pandemia, mas não vai ficar por aqui. Se os ritmos de crescimento se mantiverem, em 2021, vão existir mais de 50 milhões de utilizadores, só nos Estados Unidos. Hoje, mais que nunca, as empresas têm de pensar e procurar estar, onde os clientes estão. Se não aproveitarem quando está “trending“, certamente, os seus concorrentes vão aproveitar por si.

Ebook: Social Media, um elemento crucial para as organizações

Social Media essencial para as organizações

A presença de uma empresa em Social Media (E-book) tem como principal intuito posicioná-la junto de um público que procura informação relevante sobre o negócio da mesma, sendo este um “must” para todos os negócios independentemente da sua dimensão. A cada dia, aproximadamente, um milhão de utilizadores adere ao mundo do Social Media, sendo que, atualmente, 3.81 mil milhões de pessoas, ou seja, 49% da população mundial marca já presença nas redes sociais, assim como se prevê que a tendência seja de crescimento.

Contudo, não é suficiente ter apenas uma página numa rede social, é também fundamental que sejam seguidas e implementadas algumas boas práticas, de modo a que a organização consiga atingir o impacto desejado.

Desta forma, antes de se avançar para a implementação de uma estratégia é necessário defini-la. Assim, numa primeira fase, é essencial que sejam identificadas quais as contas de redes sociais ativas, se definiam quais os objetivos da empresa para a presença online, assim como a audiência que pretende endereçar.

Por outro lado, hoje em dia, várias são as plataformas que existem o que pode tornar a escolha mais difícil. Neste sentido, desmistificamos as quatro redes que acreditamos ser aquelas com maior potencial de retorno de investimento e respetivas boas práticas de utilização para auxiliar no processo da tomada de decisão: Facebook, LinkedIn, Twitter e Instagram.

Embora inicialmente possa fazer sentido estar presente em todas, isso poderá não ser verdade. E poderão existir plataformas que não façam sentido a presença da empresa, tudo dependerá dos objetivos estabelecidos.

Após a definição de quais as plataformas mais adequadas, deve-se definir como estabelecer a comunicação online, a nível textual e visual. E, para isso, é fundamental que se desenvolva uma análise de mercado, antes de se começar a criar e a publicar conteúdos, uma vez que permite perceber se este conteúdo produzido e o que está em planeamento é do interesse do público-alvo.

No entanto, é crucial que as empresas, aquando da definição desta estratégia tenham sempre presente que, embora cada rede social se destine a um determinado público-alvo, a comunicação não deve ser igual ou exposta de igual forma para todas.

Criar conteúdos para alimentar o Social Media pode, por vezes, parecer uma tarefa complexa, mas para facilitar esse processo é importante que sejam definidas e tidas em conta algumas boas práticas que acabam por ser transversais a praticamente todas as redes, nomeadamente: a questão do tom de comunicação a utilizar, a formatação, as terminologias, ou até mesmo de que forma se devem colocar os links, as hashtags ou até mesmo os emojis. Para além do estilo textual, a parte visual deve manter sempre o estilo de cores e os mesmos logótipos, independentemente da rede social.

Estar presente no Social Media é mais do que ter uma conta criada, exige cuidado e atenção na forma como a marca / empresa comunica, uma vez que isso impacta e em muito o público. Por exemplo, se a experiência nas redes sociais for positiva, 71% dos clientes estão mais suscetíveis a recomendar a empresa a outros.

Perante este contexto e com estes insights em mente, identificámos um conjunto de ferramentas que podem ser utilizadas para estruturar o que realmente pretende comunicar nas suas plataformas digitais.

O Social Media Guide, que faz parte dos BloomCast Content Series, é um documento desenvolvido pela BloomCast Consulting com o objetivo de fornecer informação útil e facilmente acionável para definir a linha comunicacional que deve ser utilizada no Social Media da empresa. Nele poderão encontrar as melhores práticas para gestão das várias contas de Social Media, bem como algumas estatísticas e factos relevantes em relação ao formato de cada uma.

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Boas práticas para evitar o coronavírus em centros de escritórios e espaços de cowork

Avila Spaces

Avila Spaces, centro de negócios localizado em Lisboa e profusamente distinguido em inovação no mercado dos espaços de trabalho flexíveis, criou a iniciativa WORK SAFE, um conjunto de medidas para garantir a proteção dos clientes no regresso aos seus espaços de trabalho partilhado. Neste âmbito, adotou sete medidas de segurança que já estão a ser aplicadas por empresas de hotelaria e aviação internacionais e que podem servir de exemplo para outras empresas nacionais. São as seguintes:

  1. Check-in Safety Ao chegar ao Avila Spaces, será feito um teste de temperatura (facultativo) e pedido aos clientes que desinfetem as mãos com álcool. Caso seja necessário, será ainda fornecida uma máscara de proteção. Cada cliente terá de levar um individual em papel para usar nas mesas de trabalho, como forma de evitar contacto com superfícies. No final, esse individual será colocado na reciclagem.
  2. Distanciamento e proteção de secretárias As mesas da zona do business lounge e as secretárias individuais da zona do coworking têm uma divisão em acrílico que separa os espaços de trabalho, para manter o distanciamento recomendado.
  3. Etiqueta de higiene Deverá ser usada máscara de proteção no espaço, e nas zonas comuns há vários dispensadores de álcool para limpar as mãos à entrada e à saída do Avila Spaces. A limpeza de todas as superfícies será reforçada e haverá colaboradores dedicados para este procedimento.
  4. Renovação de ar Será privilegiada a realização de reuniões no terraço do Avila Spaces; a limpeza e a manutenção dos AC será feita com maior regularidade. Será ainda dada primazia à abertura de janelas para fazer circular o ar na zona do business lounge.
  5. Salas de reunião As salas de reunião terão capacidade reduzida para garantir o distanciamento dos utilizadores, sendo imediatamente limpas e desinfetadas assim que uma reunião acabe.
  6. Espaços comuns A receção do Avila Spaces estará protegida por uma parede de acrílico e a circulação no business lounge encontra-se regulada com setas, para garantir o distanciamento.
  7. Copa Os talheres passam a estar dentro de sacos de papel descartáveis e o lixo será fechado e deitado nos contentores próprios com maior regularidade pela equipa do Avila Spaces.

Carlos Gonçalves, chief executive officer (CEO) do Avila Spaces, destaca a importância desta iniciativa, assinalando: «Numa altura em que se começa a planear um regresso faseado e controlado ao trabalho presencial, é necessário que as empresas comecem a tomar as precauções necessárias e a preparar os espaços para o novo normalNo Avila Spaces, além da implementação de medidas de segurança indispensáveis, criámos o novo cargo de safety and wellbeing advisor, algo que achamos crucial para que a tarefa de regresso ao escritório seja pensada da maneira mais abrangente e compreensiva.»

Mais informações aqui.

In Revista Human.

Ebook: O Day-After, uma nova normalidade

Uma nova normalidade, COVID-19

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Numa altura em que se define o “day-after”, com a integração de uma estratégia de regresso a uma nova normalidade, a comunicação deve ser pensada de modo a demonstrar a resiliência e a continuidade do negócio, reforçando a visão estratégica e os objetivos de médio prazo da empresa, espelhando também a visão do seu crescimento. Neste novo paradigma surgem novas formas de divulgação, sejam elas através de iniciativas dos media ou através de redes sociais.

Com o lento retomar da atividade em muitos países, é também tempo de começar a pensar: como será o mundo após esta pandemia? Que impactos terá na vida diária, na democracia e até mesmo no panorama laboral? Como deverão as organizações reavivar um negócio num ambiente onde uma vacina ainda não foi descoberta e as economias ainda estão a vacilar?

Perante este contexto, é crucial que as empresas tenham presente que a nova normalidade não será equivalente à realidade laboral até agora conhecida. Numa situação incerta, é importante reconhecer que, a qualquer altura, o plano pode ter de ser alterado e que qualquer empresa pode necessitar de comunicar uma mudança de rumo, seja qual for a sua motivação. Mas, para tal e para que a estratégia estabelecida seja a mais adequada, é fundamental que se privilegie a comunicação interna e externa, pois manter os Colaboradores e Clientes informados sobre a evolução da empresa, preservando um canal de comunicação regular, é essencial para fomentar uma cultura de união.

Se, por um lado, não foi fácil tomar a decisão de trabalhar de forma remota e de reinventar toda a operação para acomodar um novo paradigma, trazido por uma situação de distanciamento social e pandemia. Por outro, será talvez ainda mais difícil voltar a incorporar processos perante um novo desafio, do regresso faseado ao trabalho presencial.

Neste sentido, as empresas deverão preparar-se, para esta nova normalidade, de modo a garantir a proteção dos colaboradores, aquando do regresso presencial aos locais de trabalho, no qual existem medidas que devem ser implementadas e tidas como fulcrais. O Avila Spaces, centro de negócios líder de inovação no mercado dos espaços de trabalho flexíveis em Portugal, criou a iniciativa WORK SAFE, um conjunto de medidas para garantir a proteção dos clientes no regresso aos seus espaços de trabalho partilhado. Neste momento, todas as organizações irão ter um novo desafio, pela frente, com o retomar lento e faseado das atividades laborais presenciais. Com isto, a gestão de equipas remotas continuará a ser fulcral, sendo mais importante do que nunca obter uma nova eficácia na coordenação de processos.

Em tempos como estes, a informação é muita e, por vezes, pode ser demasiada para a nossa capacidade de a processar. Para que os recursos utilizados sejam sempre os mais indicados e fidedignos, definimos alguns conteúdos que poderão ser úteis, a vários níveis: Media: pós-Covid-19 e Organizações pós-covid-19.

Por outro lado, a pandemia do coronavírus motivou os media a reinventar, uma vez mais, as suas iniciativas pagas, de modo a poder acomodar as novas necessidades digitais da atualidade. Desde então, várias são atividades de meios de referência que surgiram e que poderão ser interessantes para potenciar a comunicação da empresa nesta nova situação.

O COVID-19 – o day after, que faz parte dos BloomCast Content Series, é um documento desenvolvido pela BloomCast Consulting com o objetivo de fornecer alguns recursos relevantes para a situação atípica em que o mundo se encontra atualmente. Nele poderão encontrar várias dicas, exemplos e links para informação relevante para o negócio.

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Gestão de Crise em tempos de COVID-19

Gestão de Crise

A pandemia do Covid-19, é um lembrete de que muito do que nos acontece na vida está fora do nosso controlo. As alturas de ameaça emergentes, como a que se tem verificado, são, por norma, ideais para repensar ou reformular a estratégia de comunicação em tempos de gestão de crise de uma empresa.

Neste caso, têm-se verificado vários graus de gestão de crise, que difere de empresa para empresa. No entanto, algumas situações estão diretamente relacionadas com a propagação do vírus e surgem de casos de contaminação interna. Mas, na maioria dos casos, a gestão de crise pode ser insuficiente apenas porque os gabinetes de comunicação das empresas se sentem assoberbados e pouco preparados para comunicar uma situação desta dimensão, primeiro para os seus colaboradores e depois para o mundo exterior.

Assim, existem alguns passos que devem ser tidos em conta ao enfrentar situações de comunicação de crise:

1- Antecipar o acontecimento 

A maior mudança que necessita de acontecer prende-se com o modo de pensar das empresas, no que toca a gestão de crise, que devem, sempre que possível, alterar a sua perspetiva de comunicação reativa para planear cenários possíveis proactivamente.

Enquanto que a maioria das empresas pode estar preparada para lidar com a comunicação de crise, algumas podem não antecipar estratégias, igualmente, importantes como mapear os riscos de cada opção e comunicar as fases de recuperação após a gestão de crise. Estratégias de prevenção podem ser, especialmente, importantes em comunicação para redes sociais, onde o feedback é direto e imediato e, no qual a digitalização incentiva a uma mudança, não só na rapidez de resposta como no conteúdo, canal e tom da mesma.

2 – Utilizar a tecnologia a favor da empresa

Em tempos de crise, as ferramentas digitais podem não ser perfeitas, mas têm um papel preponderante no que toca a preservar os dados e, sobretudo, são extremamente importantes em situações de trabalho remoto, por exemplo.

Ferramentas de analítica, seja ela preditiva ou não, podem ajudar a empresa a estabelecer prioridades no que toca a potenciais hacks do sistema, pois ajudam a determinar a probabilidade de ataques. Neste sentido, empresas que investem em tecnologia para salvaguardar a sua cibersegurança estão mais bem preparadas e conseguem, mais facilmente, perceber o que correu menos bem, o que resultou e de que forma se poderá construir melhores parcerias e alianças para o futuro.

3 – Preservar os Valores essenciais da empresa

A Cultura e os Valores da empresa são importantes pilares que ajudam a prevenir uma crise e a guiar a sua resposta perante uma. A atenção aos detalhes e àquilo que é mais essencial para a cultura da organização pode fazer a diferença entre controlo de danos eficaz e situações mais desfavoráveis.

Para que os chefias possam ajudar outros dentro de uma empresa, é necessário, que estes tenham apoio também. Neste sentido, atribuir papéis específico, numa situação de comunicação de crise, poderá ser importante para que, em alturas críticas, todos saibam qual o seu papel e quando é necessário (ou não) envolver mais alguém para orientar trabalhos e ajudá-los a atingir o seu sucesso.

4 – Investir nas abordagens criativas

Diferentes empresas enfrentarão diferentes desafios. Perante este contexto, é importante investir na comunicação interna e solidificar a mensagem corporativa, de forma clara, mas criativa.

A criatividade pode ser o caminho indicado para ultrapassar obstáculos, sejam eles referentes à empresa ou aos seus clientes, de modo a conseguir atingir um público-alvo com transparência, empatia e honestidade, preservando o cariz humano da mensagem.

5- Preparar o regresso

É fundamental que, desde o início, nas estratégias de crise a serem implementadas, estejam também contemplados os possíveis cenários pós-crise, de forma a que as organizações consigam retirar insights sobre como se devem preparar para se tornarem mais robustas neste regresso.

Como todos sabemos, em todas as crises, existem empresas que conseguem adaptar-se mais rapidamente, conseguindo mais facilmente recuperar ou ter um impacto menos significativo do que outras. Segundo a BCG, por exemplo, cerca de 14% das empresas aumentam receita e margem em períodos de crise.

Desta forma, vários são os exemplos de empresas, que anteciparam cenários e mudanças de comportamentos e procuraram tirar partido dos mesmos, alterando o seu modelo de negócio para enfrentar a quebra de vendas e acudir às novas necessidades em tempos de pandemia. Se antes faziam impressões 3D ou peças para automóveis, agora fabricam viseiras. Se antes produziam têxteis ou cerveja, agora fazem desinfetante.

Independentemente dos cenários, é fundamental que as organizações não desvalorizem a importância de se prepararem e criarem uma estratégia de gestão de crise eficaz, porque só assim estarão um passo à frente da sua concorrência.

Como potenciar a Comunicação com a COVID-19?

Comunicação com a COVID-19

Atualmente, todas as organizações estão a viver um novo desafio. Todas tiveram que se reinventar e o trabalho remoto passou a fazer parte da sua realidade. Aprender a lidar com esta nova realidade e perceber de que forma podem e devem transformar desafios em verdadeiras oportunidades de comunicação deve ser o principal objetivo das organizações, apesar do impacto da COVID-19.

E, para tal, deve ser considerada uma estratégia a dois níveis: um tático e inicial, em que o objetivo é transmitir a segurança aos interlocutores, assegurando o normal funcionamento da empresa e das suas diferentes áreas de atuação. E um segundo, focado em demonstrar a resiliência e a continuidade do negócio, reforçando a visão estratégica e os objetivos de médio prazo da empresa, onde deve ser espelhada a visão do crescimento da empresa – novos produtos ou iniciativas específicas para apoiar o ecossistema, funcionalidades, visão de como podemos trabalhar em prol dos clientes, entre outros pontos importantes.

Por outro lado, em tempos como estes, onde a informação é muita e, por vezes mesmo, demasiada, é essencial que as organizações mantenham os Colaboradores e Clientes informados, preservando um canal de comunicação regular e até aproveitar esta situação inesperada para fomentar uma cultura de união e aprendizagem entre colaboradores.

Para que os recursos utilizados sejam sempre os mais indicados e fidedignos definimos alguns conteúdos que poderão ser úteis, a vários níveis: Work from Home; Informação de Negócio; Dicas de segurança pessoal.

Sabemos que estes são tempos nunca antes vividos em termos de negócio e que trabalhar remotamente não é fácil e, muitas vezes, nem gestores, nem trabalhadores estão preparados para dar esse passo. Mas, é essencial que as empresas se esforcem para se adaptarem a esta nova realidade e que percebam de que forma podem potenciar as suas competências e diferenciar-se da sua concorrência.

Por outro lado, aproveitar uma altura atípica para apostar em novos conteúdos, assim como novas ferramentas nunca fez tanto sentido. Enriquecer competências da equipa ou para apostar no desenvolvimento pessoal será algo que poderá, a longo prazo, contribuir para o melhoramento e crescimento do negócio. Assim como numa altura de eventos adiados, é essencial que as empresas procurem incorporar novas soluções que os permita capitalizar ao máximo no que já estava previsto na sua estratégia. Neste sentido, é importante que estas analisem outras iniciativas que lhes possibilitem continuar a aumentar a sua rentabilidade.

O COVID-19 – Recursos para potenciar melhores práticas é um documento, que faz parte dos BloomCast Content Series, desenvolvido pela BloomCast Consulting, com o objetivo de fornecer alguns recursos relevantes para a situação atípica em que o mundo se encontra atualmente.

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